Nesta terça-feira, 12, aconteceu a oficina "Trago sua Biju de Volta", que trouxe o conceito do upcycling (reaproveitamento de objetos, sejam eles roupas ou acessórios, sem desintegrar ao alvo da renovação) de acessórios, trabalhando a criatividade e trazendo também a troca de experiências. A aula aconteceu na antiga estação ferroviária de Barra do Piraí, reunindo pessoas da cidade e também da região.
A participante Maria Luisa Gonçalves de Guimarães, moradora do Centro, achou na atividade um norte para se inpirar. “Eu trouxe muitas peças, mas estava perdida. Aqui eu consegui encontrar um eixo, com as inspirações”, contou, relatando a experiência como leve e prazerosa.
Já para Cinthia Baptista, a ação vai além da oficina, podendo fortalecer o cenário cultural e artesanal da cidade. “É algo que pode crescer, se profissionalizar e alcançar mais pessoas. Muita gente tem coisas paradas em casa que poderiam ser transformadas em algo novo”, acredita.
Para Gabriela Calife, moradora de Pinheiral, esta é uma ação inovadora. “É algo diferente do que estamos acostumados a ver por aqui. Além de estimular a criatividade, pode impulsionar uma forma de renda, principalmente para mulheres”, disserta.
Por trás da iniciativa, estão Theodora Ferreira e Mariana Bitencourt. Theodora vê a ação como um retorno à própria trajetória tanto no artesanato quanto na economia criativa. “É uma forma de retomar a produção, pensar em sustentabilidade e, principalmente, promover a troca de conhecimento. Quando você pratica, a sustentabilidade deixa de ser só um conceito”, define.
Para ela, que tem um histórico ligado ao trabalho artesanal, a arte pode ser tanto lazer quanto fonte de renda. “Pode ser um hobby ou um trabalho. É também uma forma de empoderamento”, explica.
Mariana referenda que o projeto surge da necessidade de criar espaços de expressão na cidade. “Sempre senti falta desse tipo de movimento aqui. A ideia é reunir pessoas com interesses parecidos e promover essa troca. Quando você exercita a criatividade, começa a enxergar o cotidiano de outra forma”, aponta.