A secretaria Municipal de Saúde de Barra do Piraí divulgou algumas orientações a respeito da Raiva humana. A doença é causada pelo Lyssavirus e transmitida pela saliva de animais por meio de lambidas, mordidas ou arranhões. Uma vez que os sintomas se manifestam, a taxa de letalidade pode chegar a 100%; assim, a Raiva não tem cura. A pasta frisa que, até o momento, não há casos na cidade.
Entre os sintomas, inicialmente podem variar entre sinais gripais, passando por hidrofobia (aversão à água que se manifesta por meio de espasmos dolorosos quando da ingestão de líquidos). Já a maioria dos casos de exposição ao vírus está nos animais domésticos, cuja prevenção se dá por meio da vacina antirrábica (daí a importância de manter a vacinação dos pets em dia), e, entre os animais silvestres, nos morcegos, saguis e guaxinins. Sobre estes últimos, a recomendação é de não manipulá-los sem proteção adequada.
A diretora de Vigilância em Saúde, Carolina Sousa, salienta a agressividade da ação do Lyssavirus no organismo humano. “Os infectados apresentam sintomas específicos, parecidos com uma infecção viral uma gripe, evoluindo rapidamente para manifestações neurológicas graves. Os principais sintomas surgem normalmente 45 dias após o contato com animal. Na fase neurológica, após o início dos sintomas, a doença tem evolução rápida levando a morte entre de dois a sete dias”, endossa.
Devido a esta ação rápida, a orientação é, em caso de exposição à saliva de animal suspeito, lavar o ferimento imediatamente em água corrente e sabão por pelo menos 15 minutos e proceder a uma unidade de saúde. O tratamento consiste de soro antirrábico e vacina, e o atendimento é gratuito em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e prontos-socorros.
“Qualquer pessoa que apresente os sinais iniciais após o contato com animal suspeito, deve procurar imediatamente atendimento médico, pois a identificação precoce dos sintomas e a intervenção rápida são cruciais, já que a Raiva é uma doença aguda progressiva e fatal se não tratada antes do início da fase neurológica”, sublinha Carolina.
