Nesta sexta-feira, a secretaria municipal de Educação de Barra do Piraí realizou seu I Simpósio de Educação Especial, sob o tema "Deficiência não define: construindo caminhos para além da escola". O evento foi realizado no auditório da NSA Contabilidade, no Centro da cidade, e foi voltado a falar sobre inclusão, autonomia e cuidado com a pessoa com deficiência (PCD), reunindo profissionais da Educação, da Saúde, familiares e instituições.
Alunos no 4º e do 5º ano da Escola Municipal Manoel Fonseca abriram o evento com uma apresentação musical, seguindo-se depois de uma palestra com o DR. Gilberto, do Centro TEA de Barra do Piraí. Ele abordou a transição da escola para o mercado de trabalho e a vida adulta em geral. Logo depois, palestraram Deivison e Érica, da Casa de Brincar, tratando intervenções que ampliam as possibilidades além da sala de aula.
A presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barra do Piraí, Maria Emília dos Reis, falou sobre o efeito do ingresso dos alunos à instituição, para eles e suas famílias. "É de suma importância, pois representa uma oportunidade de inclusão, não só na escola, mas também na sociedade. Procuramos realizar esse trabalho com muito carinho, gratidão e respeito, para que eles possam, no âmbito familiar, demonstrar um melhor comportamento e ter uma convivência aprimorada com os familiares e com a sociedade. Esse é o nosso maior objetivo”, sintetiza.
O palestrante Deivison, estudante de Terapia Ocupacional e facilitador de oficina de Teatro, falou sobre o papel de eventos como este para a sociedade em geral. "A gente tem que pensar muito na funcionalidade dessas pessoas, na acessibilidade dos locais profissionais, de lazer, da própria educação. Então, possibilitar, através de capacitações, pensar em estratégias, na superação de desafios, pensar no sujeito estando na sociedade com todo o direito que ele tem de estar nesses espaços. Acredito que esse evento contribui muito para ampliar a rede e fazer com que a gente se torne mais ferramenta e mais ponte para que essas pessoas estejam nesses espaços" observa.
"Quando a gente diz que a deficiência não define, a gente está dizendo que cada aluno tem potencial, vontade e direito de ir longe. O papel da escola é enxergar essa pessoa por inteiro, dar as condições para ela aprender e se desenvolver, e preparar o caminho para que ela siga com autonomia depois que sair da sala de aula.”, referenda o secretário municipal de Educação, Flávio Horta Junior.
