Após 21 anos, 207 jogos, 125 gols, seis Copas do Mundo (com a conquista de uma delas, em 2022, no Catar), duas Copas América e um ouro olímpico, Lionel Andrés Messi Cuccitini anuncia a aposentadoria da seleção da Argentina. Aos 39 anos completos em junho, ele fez o anúncio por meio de suas redes sociais nesta segunda-feira, 31, destacando que a decisão veio após reflexão depois do vice-campeonato mundial.
Ele publicou em seu perfil no Instagram um compilado de momentos envergando a camisa albiceleste em diversas eras e legendou com um emoji da bandeira de seu país. Nos comentários, os fãs já sentem a falta do jogador. Em outro post, La Pulga publicou uma carta manuscrita e, na legenda, transcreveu o texto deixado de próprio punho.
"Após este tempo que passou, desde a final, pensando muito, quero comunicar a todos que me retiro da seleção... Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que é o momento", pronuncia-se Leo.
"Lhes juro que sempre entreguei tudo, não só nos últimos anos em que ganhamos tudo. Antes também, sempre lutei e dei tudo por esta camisa, para dar-lhes alegria e fazer com que se sintam orgulhosos de serem argentinos através do futebol", continua o atleta.
De jogador a torcedor
Lionel Messi diz que segue com o escrete, mas, agora, na torcida. "Falta pouco, vão se fechando etapas, e esta é uma que me dói muito. Vou sentir falta de escutar vocês de dentro de campo. Agora, serei mais um de vocês, incentivando e apoiando sempre (nos bons e muito mais nos maus momentos)", grifa.
Ele conclui o texto agradecendo sua família e seus treinadores e colegas de selecionado, de quem leva lembranças e momentos inesquecíveis.
"Saio com tranquilidade e orgulho de ter-lhes entregue, junto a meus companheiros, momentos de sonho. Foi uma loucura ter vivido isso com vocês. Amo vocês! Obrigado Deus por me fazer argentino. Vamos, Argentina!", conclui Messi.
No PS da carta, ele contou ter escrito estas palavras dois dias depois da final da Copa do Mundo vencida pela Espanha e que se sentiu ainda mais convencido de sua decisão após a partida de seu pai.
Jorge Messi faleceu no dia 08 de agosto, nove dias após o término do torneio mundial. O patriarca foi um dos maiores responsáveis por Messi defender o time argentino, em meio a lobby para que jogasse justamente pela Espanha, país para o qual foi ainda jovem.
