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Fernanda Abreu faz idade nova nesta terça-feira

Cantora e compositora tem arte nas veias e todo um legado de modernidade e pioneirismo

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Ela é a garota carioca, suingue sangue bom que completa nesta terça-feira, 08, mais um ano de vida. Quase foi arquiteta, quase foi socióloga, mas a música falou mais alto e o resto é história. Nesta data, fica a homenagem a Fernanda Sampaio de Lacerda Abreu, que já começou as comemorações fazendo o "after" do Rock in Rio, realizando um pocket show em espaço de um patrocinador do festival tão logo Elton John deu sua última nota. 
Esta virginiana nasceu no Rio de Janeiro e já tem relação estreita com a arte desde cedo. Seu interesse pela música surgiu aos quatro anos de idade, vendo a família desfilar no Carnaval, seu pai, o português Armando Abreu, tocando cuíca no grupo A Patota e tendo o incentivo a se aproximar dos instrumentos musicais por parte de sua mãe, Vera Lacerda. Aos nove, ingressa no balé, sendo aluna da russa Tatiana Leskova.
Na adolescência, é convidada a ingressar na Blitz, banda em que atuou como backing vocal em fase que durou de 1982 a 1986. Nesta época, ela se via às voltas também com os estudos, já que passara no vestibular aos 17 anos para as faculdades de Arquitetura e Sociologia. Chegou a aplicar ambas as vagas, mas não se deu bem com os cálculos na primeira e os compromissos da banda de Evandro Mesquita a impediram de conciliar a segunda, o que a levou a trancar o curso. Logo no ano seguinte, ela recebeu a oferta de lançar seu primeiro álbum solo, mas recusou, pois gostaria de produzir algo com material próprio, o que aconteceu apenas em 1990, após colaborações com Fausto Fawcett e um fenômeno que seria fundamental para sua sonoridade: ela seria apresentada, no final da década de 1980 ao funk carioca por Hermano Vianna, sociólogo irmão de Herbert. 
Abreu se proporia a inaugurar um novo movimento na música pop nacional com o lançamento de "SLA Radical Dance Disco Club", cujas faixas traziam diversos samples de sucessos internacionais e entre as quais, sucessos como "A Noite" e "Você Pra Mim". Se seguiriam: "SLA2 Be Sample (1992)", "Da Lata (1995)", "Raio X (1997)", "Entidade Urbana (2000)", "Na Paz (2004)" e "Amor Geral (2016)", além de dois álbuns ao vivo.
Em celebração a este legado, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou as canções mais executadas e gravadas que trazem a caneta de Fernanda Abreu nos créditos. Ela possui 96 obras musicais e 510 gravações cadastradas no banco de dados do órgão e ambos os rankings têm as mesmas medalhas de ouro e de prata: respectivamente, "Você pra Mim", de seu debut, e "Rio 40 Graus", do segundo álbum da artista. O primeiro pódio é fechado por "A Noite" e o segundo, por "Veneno da Lata", faixa do terceiro álbum de Abreu.

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