Eles têm estilos distintos, mas são unidos pela data natalícia, pela década em que atingiram o ápice de suas carreiras, por nunca terem trabalhado sozinhos e, sendo ambos filhos de saudosas genitoras chamadas Maria Aparecida, até pelo nome da mãe. 09 de setembro marca os aniversários de José Daniel Camillo e Ana Carolina de Souza, cada um deixando sua marca a seu gênero, mas na história da música em geral e, nesta quarta-feira, completam mais um ano de vida. Parabéns Daniel e Ana Carolina!
Príncipe de Brotas
Nascido em Brotas (SP), Daniel é o terceiro de quatro irmãos. Assim como a música, a filantropia sempre caminhou ao lado do hoje marido de Aline e pai de Lara, Luiza e Olívia. Começou na música ainda criança, quando cantava para alegrar o irmão com paralisia cerebral, Gilmar e, durante a vida, realizou ou participou de vários projetos em prol do próximo, como o Daniel Futebol Clube, time que realizou partidas beneficentes por nove anos, ou o Teleton, iniciativa realizada pelo SBT da qual é padrinho desde a primeira edição.
Na música, começou dividindo os palcos com o pai, José Camillo, e, após rivalizar em festivais, acabou, em 1980, somando seu talento ao de José Henrique dos Reis, o saudoso João Paulo. No início da carreira, o racismo marcou a trajetória da dupla, já que os shows dos meninos eram contratados, mas ao ver que a dupla era formada por um cantor branco e outro negro, eram cancelados.
Superado este revés, o sucesso veio no terceiro álbum da dupla, capitaneado pelo sucesso "Desejo de Amar" (também conhecida como "Underererê", canção também famosa com Eliana de Lima), ao que se seguiram "Só dá Você na Minha Vida", "Eu Me Amarrei", "Te Amo Cada Vez Mais" e um de seus maiores hits, "Estou Apaixonado", trajetória interrompida pelo acidente automobilístico que tirou a vida de João Paulo, em 1997.
Em meio a boatos de que formaria dupla com Leonardo (que, à época, há pouco perdera o irmão e parceriro Leandro), Daniel ressurge em 1998 como cantor solo, caminhando entre o sertanejo e o romântico. A partir de tanto, veio uma história de quase 30 anos escrita por meio de canções como "Adoro Amar Você", "Quando o Coração se Apaixona", "Dengo", "A Gata do Milênio", "A Primeira Letra", "Eu Sem Você", "Pode Passar o Rodo", entre outras.
Conhecido pela gentileza que o fez ganhar o apelido de "Príncipe", Daniel hoje estende sua reverência no programa "Viver Sertanejo", que é uma das maiores audiências da Globo. O hiato que o programa precisou fazer devido a corridas de Formula 1, inclusive, foi alvo de reclamações nas redes sociais.
O arranhar da garganta
Filha de Juiz de Fora (MG), Ana Carolina traz a música no DNA, com a avó cantora de rádio e o avô sendo músico em igrejas, convivendo desde cedo com diversos instrumentos musicais, mas se escolou aos 18 anos nos bares da vida levando repertório calcado em MPB. Neste período, já compunha, mas nunca mostrava suas letras. Quando começou a ficar mais conhecida na cena de Belo Horizonte, ganhou não só uma letra de presente, mas um parceiro de muitas vindouras composições: José Antônio Franco Villeroy.
Também conhecido como Totonho, é de sua caneta a letra de "Garganta", que apresentou a mineira para o país. A canção integrou o primeiro álbum de Ana, o autointitulado lançado em 1999, de onde também saíram "Tô Saindo" e "Nada pra Mim", que abriram caminho para "Confesso", "Elevador", "Rosas", "O Avesso dos Ponteiros", "Que se Danem os Nós", "Carvão" entre outros. Da antes citada parceria com Villeroy ainda vieram "Sinais de Fogo", "Pra Rua Me Levar", "Ruas de Outubro" e "Aqui".
Muitas outras parcerias e letras vieram depois, com nomes como a italiana Chiara Civello (ao lado de quem assinou "Resta" e "Problemas"), Dudu Falcão (também coautor de "Problemas", com quem também assinou "Quem de Nós Dois") e Jorge Vercillo (com quem divide a autoria de "Um Edifício no Meio do Mundo", que possui versões nas vozes de ambos).
