Entretenimento

Beyoncé faz aniversário nesta sexta-feira

Leia um resumo da trajetória da artista e suas músicas mais executadas e gravadas

Capa
Nesta sexta-feira, 04, Beyoncé Giselle Knowles-Carter completa mais uma primavera. Filha de Tina e Mathew Knowles, ela celebra não só uma nova primavera, mas também toda uma jornada de vitórias e êxitos comerciais, redefinindo conceitos e ressignificando gêneros artísticos.

Carreira e álbuns
Nascida em Houston, no Texas, a Queen B traz um histórico desde criança com a música, se apresentando em diversas competições de canto e dança. Mas foi ao lado de Michelle Williams e Kelly Rowland, com o grupo Destiny's Child, por meio de hits como "Say My Name" e "Survivor" que o mundo conheceu toda a força da artista.
Em 2003, veio o sucesso solo de "Dangerously in Love", álbum que entregou ao mundo "Crazy in Love", "Baby Boy" e "Naughty Girl". Depois, viriam "B'Day", lançado justamente no "birthday" da artista e nome fazendo um trocadilho com "o dia da B" e sendo uma contração da própria palavra que designa aniversário em inglês, novos êxitos foram trazidos, como "Deja Vu" e "Irrepleacable" (dos versos "to the left, to the left", que no Brasil originaram o misheard "tira o leite, tira o leite"). 
Em seguida, veio "I am... Sasha Fierce", cujo título revela um alter-ego da artista, lançado em 2008. Este trabalho trouxe uma das primeiras trends mundiais da internet: "Single Ladies" (que originou outro misheard: "all the single ladies" virou "ó o docin de leite").
Quem não se lembra do clipe em que Bey tinha apenas duas dançarinas, um cenário simples, um jogo de luz, maiôs e um sonho? O vídeo ganhou diversas reproduções, versões e paródias em meio a uma rede mundial que ainda engatinhava.
Além do smash hit mundial, outros destaques desse álbum são "If I Were a Boy", "Halo" (a seguir vamos falar mais desta), "Broken-Hearted Girl" e "Sweet Dreams".
Em seguida, três anos depois, Bey entregou ao mundo "4". Passaria Beyoncé imune à "maldição do quarto álbum" (aquela que diz que o quarto álbum da diva pop é "flop")? Mais ou menos... Isso porque o álbum de "Run The World (Girls)" teve desempenho mais moderado em relação a outros de sua discografia. O vazamento do álbum também pode ter contribuído para tanto. O supracitado single atingiu a posição 29 no ranking da Billboard.
Os dois álbuns que se seguiram foram verdadeiros marcos de produção: o autointitulado de 2013, que Beyoncé lançou sem qualquer aviso prévio, com clipes para todas as faixas, algumas delas "Pretty Hurts", "Drunk in Love" e "Partition", e "Lemonade", de 2016, que foi divulgado com um filme e capitaneado por canções como "Formation" e "Sorry" (a da "Becky do cabelo bom"). Este último foi uma espécie de "sessão de terapia", após uma suposta traição de seu marido, Jay-Z.

"Os fãs se tornaram o visual"
Após investir nos visuais do self-titled de 2013 e de "Lemonade", um meme entre a beyhive (fandom de Beyoncé que une o apelido da cantora + a palavra "hive", colmeia em inglês) é o fato de os últimos álbuns lançados pela artista, "Renaissance" (2022) e "Cowboy Carter" (2024) não terem clipes. Ela explicou o porquê em entrevista à revista "Variety". "Às vezes, visuais podem ser uma distração da qualidade da voz e da música. Anos de trabalho árduo e detalhes colocados em um álbum que leva mais de quatro anos para ser feito! A música é suficiente. Os fãs de todo o mundo se tornaram o visual. Todos nós tivemos o visual durante a turnê. Depois, tivemos mais visuais no meu filme", justifica.
Sobre os caçulinhas da discografia da artista, representaram o resgate da origem negra da disco e da música country. "Carter" ainda causou uma cisão na categoria Country após ganhar a categoria dedicada ao gênero, dividindo o prêmio entre tradicional e contemporâneo. Subtitulados como "act i", puxado por "Break My Soul" e "Cuff It" e "act ii", que rendeu "Texas Hold'Em" e "16 Carriages", existe a expectativa de que sejam seguidos por um "act iii" calcado no rock.

Mais tocadas e mais gravadas
Em homenagem a todo este legado que a mãe de Blue Ivy, Rumi e Sir vem construindo durante toda uma vida, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) divulgou uma lista das músicas mais tocadas e gravadas no Brasil que trazem Beyoncé entre os compositores. Ambos tem a mesma líder: "Halo", coescrita com Ryan Tedder e Bogart. O que pode explicar o sucesso da música, que compara um amor a um anjo de luz protetor, é a presença na trilha sonora da novela "Caminho das Índias" (2009), remontando a um tempo em que tal fator tinha mais peso para o feito.  A canção abria o álbum das faixas que tocavam na novela e era tema da psicopata Yvonne, vivida por Letícia Sabatella.
Entre as mais executadas, o pódio é completado por "Irrepleacable", que tem como coautores Eriksen Mikkel Storleer, Bjorklund Amund, Espen Lind, Tor Erik Hermansen e Ne-Yo, e "Crazy in Love", escrita pelos Carters ao lado de Harrison Richard C. e Eugene B. Record. 
Já nas mais gravadas, a medalha de prata é da já mencionada "Crazy in Love", e a de bronze, "Telephone", que além das intérpretes Beyoncé e Lady Gaga, tem a autoria de Shaboogie, Black e Lazonate S. Franklin.
Publicidade