Nesta segunda-feira, 06, Barra do Piraí, por meio de sua Defesa Civil, deu início ao seu Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), visando mapear a suscetibilidade de áreas a deslizamentos e inundações, assim como orientar ações preventivas em todo o município. A iniciativa veio após a participação da cidade no II Seminário Nacional de Avaliação de Alertas do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que reuniu representantes da autarquia vindos de estados e municípios de todo o país. O encontro marcou os 15 anos do Cemaden, criado após as tragédias em decorrência das fortes chuvas na região serrana do estado do Rio de Janeiro, em 2011.
"Foi um evento muito proveitoso. Tivemos contato com experiências de diversas Defesas Civis municipais, muitas delas de baixo custo e de fácil implementação. A ideia é trazer essas boas práticas para Barra do Piraí, fortalecendo ainda mais nosso trabalho de prevenção e resposta aos desastres", vê o secretário municipal de Defesa Civil, Rafael Champion.
Após o encontro, começaram as articulações do PMRR, elaborado em parceria com o Ministério das Cidades, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) e único na região Sul Fluminense. A reunião para articulação da mobilização barrense contou com participação do prefeito em exercício, Cristiano Almeida, de secretários municipais, representantes da Câmara de Vereadores e de diferentes órgãos da administração pública.
O organismo prevê amplo levantamento técnico de áreas de risco geológico e hidrológico do município, identificando locais propensos a deslizamentos e alagamentos e, a partir daí, propor medidas para reduzir ou eliminar estes riscos e, se necessário, incluir intervenções estruturais. "O plano vai mapear as áreas de risco do município e indicar soluções para minimizar ou eliminar esses problemas. Além da equipe técnica formada por especialistas da UFRJ e da UFF, teremos a participação das comunidades, que conhecem de perto a realidade dos bairros e poderão contribuir identificando pontos críticos, auxiliando na definição de rotas de fuga, pontos de apoio e outras ações de prevenção", diz Champion.
"Prevenir sempre será o melhor caminho. Com planejamento, conhecimento técnico e participação da população, conseguimos construir uma cidade mais preparada para enfrentar eventos climáticos e proteger vidas", conclui.
